Feminilidade interior

“…Um belo dia, contudo, o homem chega aos trinta, quarenta, ou mesmo mais tarde, e então a tristeza bate à sua porta. Fica um peso no coração, e faça o que fizer essa sensação não vai embora. É a expressão típica de um estado causado pela anima, o séquito firme da alma que se transformou num fardo por não lhe ter sido dado aquilo de que necessitava…”

James Hillman

Ele ainda descreve, “…com frequência… na nobre interpretação de um amor pessoal e profundo, entregamos a força de nosso amor, mas na verdade o que acabamos por entregar é o nosso monstro mais inferior para alguém tomar conta.”

 

Então lá, no que achamos ser maturidade, quando sentimos que fracassamos na busca por nós mesmos, culpamos aquela (pessoa) a quem entregamos a missão de nos integrar com nós mesmos, buscamos a separação como se fosse a solução e nos atiramos em nova busca como se a solução e o encontro comigo mesmo tivesse que vir de fora. Assim, novamente nos perdemos de nós, seguindo imersos em nova ilusão.

O caminho precisa ser o encontro com a alma, mas atualmente, falar em alma e espiritualidade está fora de moda. Padres, pastores, rabinos e guias espirituais não são mais valorizados como em épocas anteriores e perderam seu valor, praticamente estamos à mercê dos altares domésticos da televisão e internet, ali onde o mundo virtual gira mais rápido e nos distancia do vazio de nossa existência.

 

Texto de José Luiz Nauiack em Abril de 2018

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