Redes sociais X ansiedade

Atualmente, o uso da internet e das redes sociais está cada vez maior, e no período da pandemia houve um aumento exponencial.

Trabalhos migraram para o home office, aqueles que não eram adeptos dessas tecnologias sentiram a necessidade de passar a usá-las, para entrar em contato com a família ou parentes distantes. E deste modo ficamos cada vez mais conectados.

Isso não é totalmente ruim, a internet veio para possibilitar inúmeras coisas, encurtar distâncias, manter contato com pessoas queridas mesmo a milhares de quilômetros, facilitar processos burocráticos, promover ensino sobre diversos conteúdos, favorecer leituras enriquecedoras…

No entanto, também existe uma parte negativa nisso, a internet é programada para mostrar aquilo que você quer, aquilo que você gosta, e isso te prende e te faz “perder tempo”, dependendo de qual é o seu consumo.

Para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão. Os números são da edição de 2019 do Indicador de Confiança Digital (ICD), levantamento contínuo conduzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que avalia as perspectivas dos brasileiros em relação à tecnologia. O estudo apontou também que os jovens são os que menos confiam no digital.

“Os jovens estão cada vez mais nervosos com a possibilidade de perder alguma coisa que está acontecendo no mundo ou no seu ciclo mais próximo de amizades. Todos ficam querendo consultar o celular muitas vezes por dia”, explica o professor André Miceli, que está à frente do estudo da FGV. Para ele, esses comportamentos são sintomas claros da síndrome FoMO, sigla para “fear of missing out”.

Ainda segundo o pesquisador, os jovens foram um dos mais impactados pelos escândalos de vazamento e uso indevido de dados que ocorreram em 2018, como o caso da Cambridge Analytica. Após esses episódios, 64% dos adolescentes deram uma pausa nas redes sociais, enquanto 34% as abandonaram por completo. “Muitos fazem isso para preservar sua saúde mental, no entanto, boa parte que diz deixar as redes sociais acaba voltando por causa do sentimento de aumento do convívio social”, diz Miceli.

“Percebemos que as meninas estão cada vez mais preocupadas com a sua privacidade, principalmente com medo de expor fotos. Entre os meninos, 85% já relataram sofrer algum tipo de ameaça por meio de ambientes digitais, seja no WhatsApp ou nas redes sociais”, aponta o professor da FGV.

COMO ENFRENTAR ESSE PROBLEMA?

O primeiro passo é conhecer-se, ver quais os conteúdos consomem mais o seu tempo, como você fica em momentos onde não pode acessar a internet, como ela tem te atrapalhado na vida e rotina, entre outras coisas.

Vale ressaltar que tudo tem lado positivo e negativo, é necessário sempre que possível buscar um equilíbrio, as redes sociais também nos apresentam milhares de coisas boas e que nos ajudam a progredir.

Texto baseado nos blogs psicologiaviva.com.br e TechTudo

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